[Teologia Visual] Calvinistas e arminianos concordam: o homem não pode buscar a Deus sem a graça – Infográfico.

Autor: Vinícius Musselman Pimentel

A postagem de terça-feira O “livre- arbítrio” nada é senão um escravo do pecado, da morte e de Satanás gerou certo zum-zum-zum. Contudo, você sabia que tanto calvinistas, como arminianos clássicos concordam que essa frase de Lutero se aplique ao homem natural? Por homem natural nos referimos ao homem em seu estado natural caído, “morto em delitos e pecados” (Ef 2.1).
Arminio declarou: “Neste estado [caído], o livre-arbítrio do homem para o verdadeiro bem não está apenas ferido, enfermo, inclinado, e enfraquecido; mas ele está também preso, destruído, e perdido. E os seus poderes não só estão debilitados e inúteis a menos que seja assistido pela graça, mas não tem poder algum exceto quando é animado pela graça divina.” (Arminius, James The Writings of James Arminius (three vols.), tr. James Nichols and W.R. Bagnall (Grand Rapids: Baker, 1956), I:252)

Ou seja, tanto arminianos clássicos quanto calvinistas concordam que em sua própria capacidade a vontade do homem natural é escrava do pecado e ele não possui “livre-arbítrio” para buscar a Deus ou desejar receber a Cristo. Então, onde diferem? A diferença de posição se dá naquilo que deve acontecer para que o homem se converta.

Arminianos clássicos afirmam que Deus concede graça (nomeada de graça preveniente) quando a pessoa ouve o Evangelho e tal pessoa é levada a um ponto onde ela possui, agora sim, a capacidade para receber a Cristo ou não.

Calvinistas afirmam que Deus regenera a pessoa, dando um novo coração, o qual é inclinado para Cristo e, assim, ela irresistivelmente recebe a Cristo, agindo em conformidade com o novo coração que recebeu.

Então, qual o perigo de se afirmar que o homem natural tem livre-arbítrio? Você pode estar concordando com um grande herege chamado Pelágio. Ele negou o pecado original, ou seja, afirmou que a Queda só teve impactos para Adão, que todos os descendentes de Adão não nascem em moralmente corrompidos, mas moralmente bons, assim como Adão quando foi criado. Sabe, aquela ideia de que o homem nasce bom, mas depois se corrompe ou é corrompido? Ou que as criancinhas são puras? Pois é!

O opositor de Pelágio foi Agostinho, o qual afirmava que o homem nada podia fazer sem a graça divina. Pelágio acreditava que se Deus pedia algo para o homem, então este teria uma capacidade inata de obedecer, sem nenhuma ajuda da graça. Essa posição foi depois condenada como herética (e, sim, é herética e se você crê nela, você precisa se arrepender).

Uma vertente um pouco amenizada, mas ainda herética, que saiu desse debate foi o semipelagianismo (que não é a mesma coisa que arminianismo clássico, OK?), onde se dizia que a vontade do homem só ficou enferma, mas não espiritualmente morta. Logo, o homem natural ainda tinha capacidade para tomar iniciativa em suas próprias forças e buscar a Deus, o qual viria, após, com a graça para ajudá-lo. Essas duas visões, acabam colocando a salvação como iniciativa do homem e não de Deus. Tanto o arminianismo clássico, como o calvinismo afirmam que a iniciativa da salvação é de Deus.

Então, como decidir qual posição está correta? Não devemos tratar esse assunto como se fosse indiferente, o que devemos fa

zer é abrir nossas Bíblias e averiguar qual das proposições se conforma melhor com o que a Escritura ensina. Esse é um debate que vamos deixar para outro dia, com um material especial de John Piper. Basta a cada dia o seu debate.

Para facilitar a compreensão de tudo isso, trouxemos um infográfico especial.


Autor: Vinícius Musselman Pimentel



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