Família - Um bem Inegociável.

A família é a mais antiga instituição criada por Deus, Gênesis 1.26-28; 2.18-25. É, também, a base de todas as demais instituições que compõem a sociedade humana (Igreja, escolas, hospitais, empresas, quartéis, etc.). Não é à toa que ela seja alvo dos mais terríveis ataques satânicos, desde a sua origem.
Por não valorizar este grande patrimônio, que é a família, há quem a inclua em suas negociatas políticas, financeiras e até espirituais. Nesta breve reflexão bíblica, a partir da observação de algumas alianças, veremos as terríveis conseqüências às famílias daqueles que “entregam” inescrupulosamente esse patrimônio; e ainda, veremos como restaurar, através de uma aliança com Deus, essa instituição que deve ser o primeiro e mais importante reduto da reserva moral e espiritual da sociedade humana.

ALIANÇAS NEFASTAS GERANDO A DESTRUIÇÃO DE UMA FAMÍLIA

“Então, disse a Josafá: Irás tu comigo à peleja a Ramote Gileade? E disse Josafá ao rei de Israel: Serei como tu és, e o meu povo com o teu povo, e os meus cavalos com os teus cavalos”. (1Rs 22.4)
Depois do reinado de Salomão a nação judaica dividiu-se em dois reinos: o do Norte, com capital em Samaria e conhecido como Reino de Israel; e o do Sul, com capital em Jerusalém e conhecido como Reino de Judá. Embora tivessem a mesma origem, um antagonismo espiritual se estabeleceu entre eles no que diz respeito ao governo de ambos. Todos os reis do Reino de Israel foram ímpios, enquanto que no Reino de Judá surgiram algumas ilhas de moralidade e temor a Deus (Asa, Josafá, Uzias, Jotão, Ezequias, Josias...) que levaram o povo ao quebrantamento diante do Todo-Poderoso.
Acabe liderava o Reino do Norte enquanto Josafá governava o Reino do Sul. Acabe era extremamente ímpio e, como se não bastasse, tinha por mulher a tenebrosa Jezabel. Por outro lado, Josafá era um bom rei e temente ao Senhor 2Crônicas 17.1-19; contudo, tinha uma fraqueza terrível – seu caráter era vacilante quando se tratava de alianças. Ele não “peneirava” as suas amizades. Por conta disto, duas vezes foi advertido pelo Senhor. Na primeira o profeta Jeú, após a fatídica aliança do texto acima, lhe disse: “Devias tu ajudar ao ímpio e amar aqueles que ao Senhor aborrecem? Por isso, virá sobre ti grande ira da parte do Senhor” 2Crônicas 19.2. Na segunda, após aliar-se com Acazias, filho de Acabe, Deus usou Eliezer para repreendê-lo, dizendo: “Visto que te aliaste com Acazias, o Senhor despedaçou as tuas obras...” 2 Crônicas 20.37.
O texto transcrito na abertura deste tópico relata a aliança firmada entre Acabe e Josafá. Observe que essa aliança envolvia cooperação política, no campo bélico, entre os dois Reinos contra os sírios em Ramote-Gileade, 1Reis 22.1-3. Esse acordo revelou-se trágico: Os reis perderam a batalha e Acabe foi morto, como previra o profeta Micaías, 1Reis 22.17-28.
Note, também, que es sa aliança não fora firmada no campo espiritual, mas como diz o adágio popular “quem mistura-se com porcos farelo come”, tal aconteceu pois, apesar da tragédia dessa cooperação política e bélica, piores foram os desdobramentos que se verificaram nos campos moral e espiritual para a família de Josafá. Isto porque ele envolveu-se tanto com Acabe que seus filhos aprenderam o caminho da impiedade.
O texto sagrado nos revela que Jeorão, filho de Josafá, o substituiu no trono após a morte de seu pai. Sua primeira providência, depois da consolidação do Reino em suas mãos, foi assassinar todos os seus irmãos, porque ele “andou nos caminhos dos reis de Israel, como fazia a casa de Acabe; porque tinha a filha de Acabe por mulher e fazia o que era mau aos olhos do Senhor”, 2 Crônicas 21.6. Na verdade, ele assim agiu porque não queria concorrentes ao trono. Mais tarde, quando morreu, “foi-se sem deixar de si saudades”, 2 Crônicas 21.20.
Acazias, filho de Jeorão, portanto neto de Josafá, ao suceder seu pai no trono, “também andou nos caminhos da casa de Acabe, porque sua mãe era sua conselheira, para proceder impiamente” 2Crônicas 22.3. Quando, mais tarde, Acazias foi executado por Jeú, 2Crônicas 22.8, sua mãe – Atália “levantou-se e destruiu toda a semente da casa real de Judá”, 2 Crônicas 22.10. Note bem, ela matou seus netos, portanto bisnetos de Josafá; isto porque ela queria o trono e não aceitava a concorrência com seus próprios netos. Que tragédia!
Onde essa história de chacinas, dentro de uma família, iniciou-se? Resposta: Na nefasta aliança entre Josafá e Acabe. O que Josafá certamente não sabia era que, com aquela aliança política, ele estava comprometendo o futuro moral, espiritual e eterno de sua família e das gerações que dele descenderiam (filhos, netos e bisnetos), que foram assassinados.
Vimos, então, as trágicas conseqüências verificadas numa família cujo patriarca assumiu alianças humanas e políticas, com funestos resultados nas áreas moral, espiritual e de peso eterno para seus descendentes imediatos. Vejamos, agora, a faceta da aliança eterna firmada por Deus com os descendentes do rei Davi, donde descenderia o Messias de Israel e Salvador de toda a humanidade.

OS BENEFÍCIOS DA ALIANÇA QUE A FAMÍLIA ASSUME COM DEUS

“Sucedeu, pois, nos dias de Acaz, filho de Jotão, filho de Uzias, rei de Judá, que Rezim, rei da Síria, e Peca,... rei de Israel, subiram a Jerusalém, para pelejarem contra ela... E deram aviso à casa de Davi, dizendo: A Síria fez aliança com Efraim... Então, disse o Senhor... Acautela-te e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois pedaços de tições fumegantes... Isto não subsistirá, nem tão pouco acontecerá”. (Is 7.2-7)
Como sabemos, algumas das alianças firmadas com Deus são condicionais enquanto outras são incondicionais. A aliança humana firmada entre Josafá e Acabe, teve o peso das tragédias registradas no Texto Sagrado; contudo, o desastre daquela aliança humana não abalou a aliança incondicional antes estabelecida entre Deus e Davi, 2 Sm 7.12-16, na qual o Senhor afiançara ao rei de Israel que Ele lhe faria casa, ou seja, uma dinastia, uma linhagem donde viria o Messias; e mais, que seu trono seria firme para sempre.
A partir dessa verdade bíblica é que entendemos que, apesar dos erros crassos cometidos pelo rei Josafá com suas alianças desastrosas, o Senhor Deus manteve sua parte do acordo e, da descendência de Josafá levantou seu bisneto Joás (que reinou bem durante a tutela do sacerdote Joiada), seguido de Amazias (que reinou com relativo temor de Deus), seguido de Uzias (que também governou no temor do Senhor), seguido de Jotão (que liderou com prudência), seguido de Acaz, que foi um péssimo rei, “porque andou nos caminhos dos reis de Israel e até a seu filho fez passar pelo fogo, segundo as abominações dos gentios”, 2Reis 16.3.
Interessante notarmos que, no texto de abertura deste tópico, apesar dos desvios espirituais do rei Acaz, Deus posicionou-se contra os reis da Síria e do Reino de Efraim (outro nome dado à coletividade das dez tribos do Reino do Norte – confira isto em Isaías 7.2,5,9,17; 9.9; 17.3; Oséias 4.17; 9.3-17; etc.) que haviam se arregimentado contra Judá.
Foi nesse contexto que o Senhor Deus, usando o profeta Isaías e seu filho Sear-Jasube, Isaías 7.3, empenhou sua Palavra de que enviaria o livramento para o Reino do Sul e, referindo-se àqueles dois reis como “pedaços de tições fumegantes”, afirmou que o intento deles não subsistiria. Para tanto deu um sinal, através do profeta Isaías: “Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será seu nome Emanuel”, Isaías 7.14. Esse sinal tinha duplo cumprimento: Um imediato, para aquela ocasião, através do qual uma virgem casar-se-ia, teria um filho e antes que esse filho chegasse à idade da razão, os dois reis invasores seriam destruídos, Isaías 7.16. Outro cumprimento é bem conhecido pela posteridade cristã. Uma virgem (virgem mesmo, uma jovem que não tivesse qualquer intimidade sexual com homem) conceberia e daria à humanidade nosso amado Emanuel, Deus conosco, nosso meigo Salvador e Senhor Jesus Cristo. O evangelista Mateus ratifica essa profecia de Isaías, Mateus 1.20-25.
Por que esse livramento divino, apesar dos pecados de Acaz? Resposta: Porque Deus vela por sua Palavra. Porque sua Palavra estava empenhada no surgimento do Messias a partir da descendência de Davi. Porque o cumprimento dos eternos propósitos divinos independem da ação humana, embora às vezes Ele nos queira fazer participantes desses propósitos, com planos específicos para nossas vidas, o que nos traz alegria e profunda satisfação.
Então, alguém perguntaria, Acaz foi poupado por causa da aliança divina com Davi? Resposta: NÃO. Pessoalmente Acaz foi responsabilizado por seus pecados, e o texto sagrado afirma que ao morrer “o sepultaram na cidade em Jerusalém, porém não o puseram nos sepulcros dos reis de Israel...” 2 Crônicas 28.27 (grifo meu). Contudo, a maldade de Acaz não impediu o cumprimento da aliança divina; assim como as erradas alianças humanas de seu ancestral Josafá também não impediram o cumprimento da aliança davídica e a vinda do Messias – nosso bendito Salvador Jesus Cristo.

CONCLUSÃO

Do exposto, chamo a atenção dos pais para o seguinte fato. Apesar das alianças erradas que já tenham estabelecido (com quaisquer pessoas ou espíritos), e delas tenham trazido problemas e maldições para suas famílias; esses efeitos podem ser anulados pelo poder da Cruz de Cristo. Ao valerem-se da aliança com Deus estarão assegurando a salvação e a felicidade eterna de suas famílias porque “Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam”, Atos 17.30. Ou seja, os benefícios da eterna aliança com Deus, realizada no calvário, estão disponibilizados para vocês e para suas famílias.
Entretanto, devo alertá-los que incondicional foi a aliança que trouxe o Messias para a salvação da humanidade; já a aliança da Cruz é condicional, isto é, ela só terá valor para vocês e trará benefícios para suas famílias se vocês aceitarem-na. Portanto, creiam no Senhor Jesus e sejam salvos vocês e suas casas. Deus vos abençoe!

Autor: Celso de Castro Costa é pastor presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Doutor Augusto de Vasconcelos (RJ).
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