As consequências da intolerância

“…esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” – Efésios 4.3

Intolerância é o comportamento intransigente geralmente marcado por coação ou força para com as ideias que se desaprovam. Uma pessoa intolerante é alguém que não admite opinião, posição ou atitude que seja diferente da sua.
Na história da igreja, vemos trágicos exemplos de intolerância. Pessoas que ao invés de discordarem de opiniões civilizadamente, optaram pela violência e até morte. Durante a Reforma Protestante, enquanto Lutero e outros Reformadores romperam com a Igreja Católica Romana sem incitar a violência, houve um sacerdote chamado Tomas Muntzer que liderou um movimento que ficou conhecido como a “Guerra dos Camponeses”. Muentzer encorajou os camponeses a se revoltarem contra os ricos proprietários com base nas suas interpretações da literatura apocalíptica, especialmente a luta do bem contra o mal. O movimento certamente cresceu e chegaram a morrer 100.000 pessoas.

Outro exemplo de intolerância foi a carnificina ocorrida no “Massacre da noite de São Bartolomeu”. Por questões de disputa política, os reis franceses, que eram católicos, lideraram uma repressão sangrenta contra os protestantes. Tudo começou na noite de 24 de agosto de 1572 – o dia de São Bartolomeu. Dezenas de líderes protestantes (huguenotes) foram assassinados em Paris numa série coordenada de assassinatos planejados pela família real.

Um desses líderes teve seu cadáver jogado pela janela e ao cair no chão foi zombado mutilado, arrastado pela lama, jogado no rio e finalmente pendurado em uma forca sob a qual foi acendida uma fogueira.
Esse massacre durou vários meses, espalhando-se por outras cidades francesas, vitimando cerca de 70 mil a 100 mil protestantes franceses. De acordo com os relatos históricos, a cidade amanheceu repleta de cadáveres. Havia corpos nos rios durante meses de modo que ninguém comia peixes.

É vergonhoso, mas é verídico. E dentro deste contexto histórico é sempre importante que reflitamos a respeito dos perigos da intolerância dentro ou fora da igreja. Jesus disse para nos amarmos. Mas se nós procuramos cada vez mais as diferenças uns com os outros ao invés de perdoar, do que adianta?

A vida cristã é marcada pela busca em viver aquilo que Jesus ensinou e não algo baseado em sentimentos belicosos (Tiago 4.1). Se acontece tal contradição não pode ser religião verdadeira (Tiago 1.21-27), e sim farisaísmo. E sobre este último Jesus avisou: Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. (Mateus 5.20)

Autor: Rev. Andrei de Almeida Barros no Gospel Prime 
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