O Natal é sim uma festa cristã e bíblica.

Se Cristo não tivesse nascido, não teria morrido. E, se não tivesse morrido, não teria ressuscitado. A obra redentora está em um tripé: encarnação, crucificação e ressurreição do Senhor. Isso, em si, é uma boa resposta aos críticos da celebração do nascimento de Jesus. Mas eles, por falta de conhecimento, insistem em afirmar que o Natal é uma festa pagã — em razão de o romanismo ter oficializado o dia 25 de dezembro como data de celebração do nascimento do Senhor, a fim de agradar grupos pagãos.

Dizem, ainda, os críticos do Natal que não há registro nas Escrituras de que o aniversário de Jesus tenha sido celebrado após o seu nascimento. Entretanto, como já tenho afirmado e reafirmarei neste artigo, o Natal é uma celebração genuinamente cristã, que precede e transcende o paganismo. Ela não foi inventada pela Igreja Católica Romana e tem, sim, o abono das Escrituras.

Segundo a passagem de Lucas 2.8-20, a primeira — e não a única — celebração do Natal de Cristo ocorreu na noite do seu nascimento. Anjos glorificaram a Deus pela encarnação do Verbo (Jo 1.14), e pastores que estavam no campo, ao receberem dos anjos "novas de grande alegria", celebraram o Natal ainda na manjedoura, juntamente com o Menino Jesus.

Não há informações no Novo Testamento sobre o segundo Natal de Cristo, ou seja, o seu primeiro aniversário. Mas o seu terceiro Natal, quando Ele possivelmente completou dois anos de idade, foi celebrado com a presença dos magos do Oriente. Estes, diferentemente dos pastores, não visitaram o Menino quando Ele era um recém-nascido, em uma manjedoura — como vemos nos presépios romanistas —, e sim em uma casa.

Quando aqueles sábios estiveram com o Senhor Jesus, viram-no na residência de seus pais: "E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra" (Mt 2.11). Ao visitarem o Menino, os magos sabiam que Ele já tinha pelo menos dois anos de idade!

Ao lermos com atenção Mateus 2, vemos que Herodes Magno, depois de chamar os magos e inquirir "exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera" (v.7), "mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos" (v.16).

Em 1 Timóteo 3.16 está escrito: "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima, na glória". Este versículo exalta a obra redentora como um todo, mostrando que devemos glorificar a Deus pelo nascimento de Cristo, sua morte expiatória, sua ressurreição para a nossa justificação, etc.

Merry Christmas!

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3 comentários:

  1. Na verdade, os povos antigos observaram (de uma perspectiva geocêntrica) que o sol faz uma descida anual para o sul até 21 ou 22 de dezembro - o solstício do inverno - quando cessa de se mover para o sul por três dias, e começa então se mover para o norte outra vez.
    Durante este período, os antigos declaravam que o deus Sol tinha "morrido" por três dias e "nascido outra vez" em 25 de dezembro. Assim, estas muitas culturas diferentes comemoravam o "aniversário do deus Sol" em 25 de dezembro.
    Com efeito: os cultores do Sol - identificado, em vários lugares, como o Deus Mitra - celebravam naquela data o novo surto do Sol ou o alongamento dos dias após o declínio da luz solar no outono e no início do inverno (europeu).
    Assim, o Calendário do astrólogo Antíoco rezava no seu original grego: “Mês de dezembro, 25: Natal do Sol, cresce a luz”.
    O Calendário de Fúrio Filócalo registrava: “25 de dezembro, Natal do Sol Invicto”.
    César recomendava os jogos que, no fim do ano, celebravam “a luz do Sol invicto”.
    O deus pré-cristão Mitra — conhecido como o filho de Deus e a luz do mundo — teria nascido então no dia 25 de dezembro. E o recém-nascido, Mitra, foi presenteado com ouro, incenso e mirra. Quando morreu foi enterrado em uma tumba de pedra e ressuscitou três dias depois. A propósito, o dia 25 de dezembro também é o aniversário de Osíris, Adonis e Dionísio. E até o dia sagrado da semana – domingo – já era consagrado pelos pagãos.
    E tudo isso já ocorria milênios antes do suposto nascimento e existência de Cristo...
    Desta maneira os cristãos “cristianizaram” um dia festivo do Calendário pagão, o Nascimento de Mitra, que apresentava certa afinidade com a celebração do nascimento de Jesus, que disse: “Eu sou a luz do mundo” (Jó 8,12).
    E assim - por puro plágio e na maior cara de pau - foi inventado o Natal!

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  2. Boa lembrança do natal, uma vez que "natal" significa "nascimento". O problema é que hoje os cristãos estão confundindo Jesus com Papai Noel, aí sim o Natal torna-se pagão.

    Gostei do texto.

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