A beleza moral de Jesus.


João 6:66-69
Muito tem se comentado no Brasil, o que já foi comentário na América do Norte, o filme “código da Vinci”. Não devemos estranhar e nem ficar preocupados com as aparentes refutações à Bíblia, pois essa não foi a primeira e nem será a última; fazem quase 2000 anos que pessoas se levantam para tentar refutar os textos sagrados do novo testamento, querem colocar a Bíblia em descrédito diante da humanidade, mas nada conseguiram até hoje e é pouco provável que conseguirão algum dia.
É possível que o livro “código da Vinci” tenha cooperado para a grande apostasia Americana, pois está entre os mais vendidos naquele país por muitos anos. Agora transformaram-no em filme.
O texto que apresentaremos é do Dr. Darrell L. Boch, PHD.D., professor em pesquisa do estudo do NT no Seminário Teológico de Dallas e a tradução é de Jaques Cristiano Ribeiro.
Mas o que torna este filme tão polêmico e cheio de  controvérsia? É a alegação do autor de que o pano de fundo do romance está embasado em fatos históricos. Dan Brown fez tais afirmações em rede nacional – Americana e estão na primeira página do livro. Ele afirmou que tinha pesquisado meticulosamente sobre o assunto que escreveu. Tais afirmações incluem: 1- Jesus Cristo foi casado com Maria Madalena; 2- Os 4 evangelhos foram escolhidos entre outros 80 que existiam no 4º século “porque apresentam um Jesus Divino”; e 3- A divindade do próprio Jesus se tornou uma visão aceita em uma votação apertada no concilio de Nicéia em 325 DC.
A chave do romance está no fato de que muitos na Igreja primitiva sabiam que Jesus era casado – e para proteger sua divindade, guardaram o segredo – até ao ponto de cometerem assassinatos. Como ficção, isso dá uma estória intrigante, mas como uma revelação histórica isso simplesmente se desmorona; como aconteceu com o filme, também polêmico “a ultima tentação de Cristo”.
Surgem 3 problemas:
1- Jesus foi casado?
Diz o autor que pessoas da Igreja primitiva sabiam, bem como pessoas de épocas posteriores como Leonardo da Vinci (Pintor). As evidencias para essa alegação vêm de 2 evangelhos não bíblicos, o evangelho de Maria Madalena e o evangelho de Filipe, ambos contém observações de que Jesus tinha um relacionamento especial com Maria e de que ele a amava mais do que  qualquer dos doze. E há uma referencia no texto de que Jesus teria beijado Maria nos lábios, então a conclusão é, que se ele a beijou em publico devia ter sido marido dela.
Jesus a beijou… na verdade há uma lacuna no manuscrito original exatamente no ponto em que descreve onde Maria foi beijada então, poderia ser nos lábios ou no rosto, o que simplesmente poderia se referir a um beijo de amizade. Mais do que isso, há pilhas de textos sobre Jesus datando dos primeiros 5 séculos. Em todo esse material, nenhum único texto foi encontrado que descreve Jesus como sendo casado. Só este fato é o suficiente para fazer  desmoronar o romance.
2- Quando os evangelhos foram aceitos? Diz o autor que foi no Concílio de Nicéia 325DC e que os 4 (Mateus, Marcos, Lucas e João) foram aceitos porque apresentaram um Jesus divino, ao contrario dos outros, que apresentaram Jesus mais humano. Só que O reconhecimento dos livros que compõe o NT (Cânone) se deu 125 anos antes de Constantino e o concílio de Nicéia. E os outros escritos foram rejeitados porque apresentam um Jesus só divino sem considerar sua humanidade.
3- A divindade de Jesus foi decidida em uma “votação apertada” no 4º século? Brown alega que o concilio de Nicéia em 325 DC decidiu por uma margem estreita e por intenções políticas, declarar pela primeira vez que Jesus era o Filho de Deus. A história mostra que isso não é verdade. O que sabemos sobre o concilio é o seguinte: ele realmente se reuniu, não para declarar a divindade de Jesus, mas decidir como Jesus era divino. Era o primeiro ser criado ou estava eternamente ligado a Deus como seu filho? Essa foi a questão do Concilio de Nicéia. O concilio possuía 216 bispos que representavam a maioria do cristianismo, e apenas 2 desse grupo recusaram-se  a aceitar essa afirmação da fé cristã. Longe de ser uma votação apertada. A alegação de Brown é falsa aqui também..
4- Leonardo da Vinci jamais teria pintado uma cena da ultima ceia e substituído um dos doze por uma mulher. Muitos historiadores da arte daquele período concordam – Dan Brown  simplesmente tem sua versão errônea da história da arte. Temos o registro da história de todos os apóstolos e onde estaria escrita a história dessa apostola? Ninguém encontrou absolutamente nada até hoje.
O livro “código da Vinci” está fundamentado em cima de uma visão errônea da bíblia e do cristianismo. E aqui estão alguns. O romance que se transformou em filme, está fundamentado em  alegações falsas.
Voltando ao nosso texto, percebemos a beleza de Jesus em todos os aspectos de sua vida. Quantos tentaram, desde o principio, destruí-lo, mas não conseguiram, esbarraram na beleza de seu caráter. Se fisicamente, segundo Isaias “Não víamos nEle beleza e nem formosura”; espiritualmente só vemos beleza e formosura. Por isso os apóstolos exclamaram : “Para quem iremos nós? Se o Senhor tem palavras que dão vida eterna, e nós cremos nessas palavras e sabemos que o Senhor é o Santo Filho de Deus”.
A beleza moral de Jesus.
A vida de Jesus, toda ela, é uma obra de arte, única e perfeita em todos os seus aspectos. Ele aparece sempre, todo revestido dessa transparência que só a beleza tem, porque só a beleza não precisa, não deve ocultar nada. “… e nós temos crido e conhecemos que tu és o santo de Deus”. v.69. Testemunharam os apóstolos.
Esta beleza de Jesus irradia-se por miríades de formas. E trataremos aqui das fundamentais.
I- Sua unidade com Deus.
Quando Jesus estava falando em João 14, a respeito da morada do Pai  e dizendo que ia preparar lugar, e quando tudo estivesse pronto viria para buscar a todos. Acrescentou: “E vocês sabem aonde eu vou e como chegar lá”. Não, nós não sabemos, disse Tomé. Não temos nem idéia de qual é o lugar para onde o Senhor vai; portanto como podemos saber o caminho? E Jesus lhes disse: Eu sou o caminho…..  Filipe disse: “Senhor, mostre-nos o Pai, e ficaremos satisfeitos”. Jesus respondeu: Você nem sabe ainda quem sou Eu, Filipe, mesmo depois de todo esse tempo que tenho estado com vocês? Qualquer um que me viu, viu o Pai! Portanto, como você está pedindo para ver meu Pai? Você não crê que eu estou no Pai e que o pai está em mim?As palavras que eu digo, não são propriamente minhas, mas do Pai que vive em mim…. Basta vocês crerem nisto – que eu estou no Pai e o Pai está em mim. Creiam nisto ao menos por causa dos poderosos milagres que me viram fazer.  v.1-11. Que texto? Que experiência tiveram aqueles homens? Estavam na presença de Deus, pois Deus tomou a forma humana para se apresentar aos homens, de outra forma mingúem poderia subsistir diante de sua presença, pois é como um fogo consumidor.  Não há pecador que resista diante da santidade de Deus. Isaias teve a sensação de que estava morrendo. Só em ver a glória de Deus, disse: “Chegou a minha hora! Vou morrer porque sou um pecador. Cada vez que abro a boca eu peco, e isso acontece com todo o meu povo. E agora eu vi o Rei, o Senhor do Universo”v.5.
Sua unidade com Deus é revelada:
1-      Pelo seu julgamento – Jesus foi a revelação perfeita do padrão da santidade divina. Daí , a Sua vida foi a maior guerra travada contra o pecado, que a santidade divina repele e condena.
2-      Pela sua vida e obra – As palavras e obras de Cristo formaram o conjunto maravilhoso e incomparável da beleza celestial que Ele encarna no Ideal da suprema perfeição.
3-      Pelo seu desejo de salvar – Cristo revelou unidade com Deus pelo seu constante desejo de salvar os homens do pecado. “O filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido” Lc. 19:10. Foi este o espírito que o levou até o sacrifício supremo do Calvário e cumpriu a sua obra fielmente, sob os golpes mais ferrenhos daqueles tiranos…. “Quem vê a mim, vê o Pai; Eu e o Pai somos um”
II- Sua simpatia para com os homens.
Jesus como homem, sentia todas as necessidades do homem, e, como Deus, provia os seus recursos. Sua vida foi um derramar perene de consolações sobre as criaturas sofredoras. Por toda parte onde passava, derramava as bem-aventuranças de seu ministério celeste:  Consolava os aflitos; confortava os abatidos; alimentava os famintos, curava os enfermos; expelia demônios; ressuscitava mortos; nutria as almas com o pão da vida eterna; alimentava a fé; imensa compaixão demonstrava para com os pobres, pois sabia o que era viver num lar humilde. Sabia o que era ser rejeitado, excluído da sociedade.
Servir era o seu ideal. Ele mesmo disse: “Eu não vim para ser servido”. Exemplos de sua simpatia: Jesus lavando os pés dos discípulos, gesto de suprema humildade. Jesus acalmando a tempestade, prestando socorro na hora da aflição. Curando leprosos, multiplicando pães e peixes, etc.
Aos pecadores convidava: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos…..”.
Simpatia infinita é revelada por Jesus, o bendito Messias prometido, a perfeita revelação de Deus, Jesus Cristo que do alto olhou para Jerusalém e chorou sobre a cidade e os corações que O desprezaram! E continua movido de infinita simpatia, que é o reflexo divino da bondade – beleza incomparável e eterna do Seu coração Divino.
III- Sua obra de reconciliação entre Deus e os homens.
A obra reconciliadora de Cristo e o Seu valor infinito baseia-se nesta Sua  Unidade vital com Deus e com os homens. Consideremos a beleza da obra de Jesus na salvação dos homens:
1- É uma obra redentora. “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. É um resgate! “No entanto, Deus nos declara agora sem culpa das ofensas que lhe fizemos se confiarmos em Jesus Cristo, aquele que em sua bondade tira os nossos pecados gratuitamente” Rm 3:24. “É tão transbordante a sua bondade para conosco que Ele tirou todos os nossos pecados por meio do sangue de Seu Filho, por quem somos salvos” Ef. 1:7.
Soldados aliados na 2ª guerra mundial – Hitler mandou colocar arame farpado – jogaram seus corpos sobre o arame para que os outros pudessem passar sobre seus corpos e a batalha foi vencida.
Mas Jesus se reveste de cores mais belas e mais vivas, quando nos transportamos à cruz, e ali vemos o amigo morrendo pelos inimigos. “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”.
Se o primeiro exemplo encanta, este deslumbra; se o primeiro nos comove, o ultimo nos arrebata para o céu, pois só do céu nos poderia vir tanta beleza moral e tanta riqueza de amor.
2 – É uma obra propiciatória. “Deus foi quem enviou Cristo Jesus para levar o castigo pelos nossos pecados, e assim pôr fim a toda ira de DEUS  contra nós. Ele usou o sangue e a nossa fé como meio de salvar-nos de sua ira. Deste modo ele estava sendo completamente justo, mesmo que não tivesse castigado aqueles que pecaram em tempos passados. Isso porque ele estava aguardando a chegada do dia quando Cristo viria e apagaria aqueles pecados” Rm 3:25. Esse texto diz que Cristo mesmo é a propiciação pelos nossos pecados.
O propiciatório representava o vaso sagrado  em que se oferecia sacrifícios a Deus. Era o lugar das misericórdias, como lhe chamou Lutero.
3-  É uma obra reconciliadora. È o termo usado por Paulo. “Agora nós nos alegramos nesta nossa maravilhosa relação nova para com Deus – tudo por causa do que  o nosso Senhor Jesus Cristo fez ao morrer pelos nossos pecados – fazendo-nos amigos de Deus” Rm 5:11. e ainda II Cor. 5:18-20.
Assim, os homens feitos inimigos de Deus pelo pecado, por Cristo são reconciliados, isto é, por Ele são reatados os laços de amizade  que satanás desfez. Sua morte na cruz assinou um tratado de Paz, de reconciliação dos homens com Deus. (a mãe que na hora da morte reconciliou o filho com seu pai). Tudo está consumado! O que mais nos resta a fazer? Somente crer no Senhor Jesus Cristo.
Assim como a beleza só nos impressiona quando nos pomos em contato com ela, pela experiência, igualmente, Jesus só nos pode causar o supremo encanto quando experimentamos a beleza moral de seus ensinos. “Nós temos crido e  nós  o conhecemos”, disseram os apóstolos.
Em Cristo há uma plenitude de sabedoria, poder, bondade, misericórdia, verdade, amor e compaixão – para dirigir, proteger, salvar, desenvolver, purificar, governar, e perseverar todas as almas que nEle confiam. Daí a confissão: “Senhor, para quem iremos nós?
Eis ai a suprema beleza de Jesus! O mundo não tem esta beleza moral! A beleza do mundo é a mascara sedutora de satanás! Almas hipócritas, leprosas, adulteras, traidoras e perversas, eis o perfil do mundo. Por isso a revolta contra Jesus e a tentativa de refutar sua pessoa e ensino.
O mundo precisa, então, dessa beleza de Jesus! Beleza para as almas desfiguradas e enegrecidas pelas manchas do pecado! Beleza de Jesus, sublime fonte de atração das almas, encanto da verdadeira pureza espiritual! Beleza da virtude celestial que, pondo os homens em contato com Deus, leva-os a comtemplar a beleza do céu.

Autor:Pr. Cirino Refosco
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